Os programas clínicos de longevidade, saúde metabólica e hormonal nunca foram tão precisos, nem os dados tão ricos. Ainda assim, quanto mais sofisticada se torna a ciência, maior fica a distância entre o que o profissional desenha e o que realmente acontece na vida do paciente.
Essa distância tem dois lados. Para o paciente, é o espaço entre um plano médico e o atrito da vida diária. Para o profissional, é o trabalho manual e caro de orientar um paciente que ele não vê entre consultas.
Nosso sistema foi construído para o cuidado agudo e reativo. Em prevenção e em programas crônicos com forte componente de estilo de vida, os dias entre consultas são uma caixa-preta. O paciente sai e encontra fadiga de decisão, vida diária e ruído digital. O profissional recebe relatos retrospectivos e dados sem estrutura. É entre consultas que os resultados se perdem.